segunda-feira, 9 de outubro de 2017

[Podcast] Pensando RPG #109 - A mitologia dos Dragões em Dungeons & Dragons


Bom dia, RPGista!! Acabei colocando o episódio conceitual hoje na segunda para poder postar tudo em tempo para vocês! E trago hoje um tema muito maneiro, que a galera já vinha pedindo faz um tempinho =)

Neste episódio, falo sobre as raízes mitológicas dos dragões em Dungeons & Dragons e como isso afeta a sua representação e habilidades no jogo. Afinal, por que motivo os dragões metálicos são os únicos a se transformarem em humanos?? A resposta está lá atrás!

Duração: 17m48s
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8 comentários:

  1. MEUS AMORES... Não poderia passar sem comentar <3
    Aproveitando o link (Dragão ^ Mitologia) uma palinha aqui deixo <3
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    O Dragão é provavelmente, a criatura mitológica mais presente nas mitologias do planeta. As histórias a seu respeito se espelham desde as estepes árticas até o escaldante Saara, sempre repletas de acontecimentos fantásticos, lutas e principalmente, fogo/água, terra/ar e Magia.
    Esses seres majestosos já foram tomados como títulos de correspondência á personagens importantes da historia do mundo Ex; CONFÚSIO= Tradução latina do chinês Kong-(Fu)-Zi “Mestre”. Filosofo chinês, no ano 174AC um imperador da dinastia Ham realizou pela primeira vez um sacrifício sobre sua sepultura, ainda existente. Não muito tempo depois foi erguido o primeiro templo CONFUSIOISTA. Finalmente, em um decreto publicado nos últimos anos do império chinês (em 1906) Confúsio foi equiparado ás divindades supremas do céu e da terra. “Segundo à tradição dois Dragões pairaram sobre a casa de seus pais quando ele nasceu”.
    Um ser com aparência de um reptil gigante – em alguns casos, alado – que pode cuspir chamas, acido e algumas vezes gases venenosos, representando forças primitivas e ancestrais, e ligado a própria criação do planeta. Esse é o Dragão. Em alguns locais e épocas sua origem esta relacionada aos mitos de criação do mundo. É o caso do mito babilônico de TIAMAT (pelo menos 3.500 a.C), uma dragoa; MARDUK mata-a e,depois, usa seu corpo para construir a terra e universo.
    Os Dragões não estão ligados somente às histórias pagãs da criação. Sua presença é marcante nos mitos judaicos cristãos e da própria tradição cristã, embora nesses casos sua presença seja representação do mal e da destruição. São Miguel enfrenta o Dragão (que na verdade é SATÀ) e o derrota, lançando-o ao abismo. São Jorge também enfrenta a grande fera, imortalizando o seu combate permanente na Lua, protegendo a humanidade contra a vilania do monstro (sabe-se que na verdade, tal batalha, é um plágio da representação de VITRA vs INDRA, confundida em uma tapeçaria no século VI, que acabou por virar um santo de adoração, por não saber do que a imagem se tratava, foi criada a lenda de que era um padre/soldado romano do exército do imperador Diocleciano, qual chamava-se Jorge...

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  2. Na literatura católica, o Dragão é sempre citado como um sinônimo de Satanás. Talvez uma tentativa cristã de transformar em imagem do mal qualquer representação simbólica das Antigas Religiões, que não viam no Dragão um ser maligno ou benigno, mas sim um ser que possuía uma personalidade como a de qualquer ser humano, só que com muitos poderes. Um Dragão tanto podia ajudar aos heróis como destruir vilas inteiras. Ainda assim, e talvez por isso mesmo, em várias partes do mundo existem festivais que celebram o Dragão e seus poderes. Na França, na região da Eslovênia e na Cornualha, a população celebra festas anuais que, embora coincidam com datas cristãs (como a Quaresma), não atacam a natureza ou a figura dos Dragões; na verdade buscam “acalmá-los” e obter favores, como boas colheitas e fortuna.
    Todos esses mitos e historias do Ocidente têm sua origem período conhecido como Idade do Bronze (aproximadamente 3.000 a.C). No Japão, em certas épocas do ano, próximo a estações da chuva, cavalos eram sacrificados, acreditando-se que dessa forma os Dragões ajudariam as vilas.
    Na China – Onde os rios caudalosos, em virtude das cheias, eram vistos como fruto da ação das feras – nos festivais em sua homenagem se realizavam oferendas que eternizavam a figura dos Dragões como benfeitores e estreitamente ligados ás forças dos rios, tanto que as espumas que surgiam nas corredeiras tinham o nome de “Perolas do Dragão”.
    Na China e no Japão a situação era oposta. O bafo dos Dragões era quente, sim, porém benéfico á vida. Acreditava-se que onde houvesse neblina era uma morada de Dragões e, portanto, um local saudável e abençoado. O hálito dos Dragões orientais era considerado um remédio para muitas doenças. Parte de seus corpos (como os ossos) eram usados em fabricações de vários remédios da medicina tradicional chinesa, tais são descritas e citadas como lendárias em vários livros...

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  3. Enquanto no Ocidente a relação com Dragões sempre foi tensa e, no mínimo, de aceitação quanto á sua existência, no Oriente as casas e templos asiáticos tinham as pontas recurvadas para cima, justamente para permitir que os Dragões que voavam longas distâncias pudessem descansar á noite nos telhados; além do que havia templos dedicados a cuidar dos interesses deles.
    Na China existem historias de imperadores que cavalgam dragões pelo céu, como Fu-Hsi (o grande civilizador do império chinês, em 5.000a.C); ou Yao, que segundo consta, foi o primeiro a criar dragões com sucesso no palácio imperial; antes dele, outros três imperadores teriam tentado, sem êxito. Na Índia, os Dragões e serpentes também estão presentes na literatura védica. Surgem cobras e seres alados semelhantes ao “Dragão Clássico” atuando na historia antiga indiana. Na astrologia hindu, da qual herdamos inúmeras simbologias – desde os 12 signos, até os planetas e suas características – o Dragão aparece como uma figura mítica e indica pontos importantes no mapa astral.
    A cabeça e a cauda do Dragão astrológico hindu indicam pontos nos quais se concentra o karma de cada um. É importante citar que , quando a cauda e a cabeça do Dragão astrológico se encontram no mesmo lugar do mapa, naquela data teremos um eclipse lunar. Segundo as lendas, o Dragão comeria a lua e sua própria cauda; isso indica o fim e o começo de ciclos importantes sob o ponto de vista astrológico, e esta ligado a outros mitos cíclicos como o da serpente Ouroboros, que também mordia a própria cauda e representava o eterno ciclo de retorno da vida e da morte dos mitos Alquímicos. Na alquimia, o Dragão é a origem da pedra filosofal (ao contraio do que pensam hoje os gnósticos); sua figura é símbolo da iniciação e da conquista da matéria divina e da vida eterna. Muitos imperadores, tanto no Oriente quanto no Ocidente, adotaram o Dragão como símbolo de seu poder e nobreza. Dessa forma, validavam seu poder superior e deixavam claro ao povo sua conexão com as próprias forças da terra.
    Mas como é possível que culturas tão diversas tenham imaginado o mesmo animal com tantas semelhanças, como os mesmos poderes e ações parecidas? Cabe a você acreditar ou não na existência dessa Gloriosa Raça...

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  4. As descrições dos Dragões variam bastante. De certa forma, existe uma descrição “clássica”, um ser com cara de lagarto, um corpo enorme, maior do que um elefante, com escamas, chifres e longas asas membrosas. Noutros casos ele é apresentado como um ser que tem pés com garras semelhantes o de uma águia, uma cabeça de serpente, a cauda de um cavalo e asas emplumadas. Ainda existem os Dragões orientais, que são grandes cobras com cara de lagartos e pés com grandes garras, mas sem asas; para voar, eles usam magia pura.
    Na América Central, existem as serpentes emplumadas, que são imensas cobras com asas multicoloridas; as vezes, assombrando a população, mas também frequentemente ligadas aos mitos da criação: a serpente emplumada é a representação do Deus Quertizalcoatl, dos maias e toltecas. As cores dos Dragões vão desde o vermelho intenso, passando pelo dourado, chegando ao negro; em alguns casos as cores são iridescentes como as penas de um beija-flores. Mas sua principal característica, comum a varias descrições e culturas, é seu corpo coberto de escamas e seu sangue venenoso, capaz de corroer metais e destruir os locais em que o Dragão pisa. Um dos aspectos marcantes dos Dragões que atrai muita a atenção dos Dragonólogos é sem dúvida, as chamas que ele cospe pela boca. Nas descrições europeias, elas podiam consumir e destruir tudo que tocassem; seu hálito era considerado fétido e sulforoso (uma influência do cristianismo, que conectou tudo o que era infernal ao enxofre)...

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  5. ALGUNS DOS PRINCIPAIS DRÃGÕES DA HISTÓRIA:
    “ALBANIA”
    DJALL: Na albania,o nome do diabo,cognato do vocábulo latino diabolus. Um outro nome albanês para diabo é dregi derivado do latim draco, “dragão”, “serpente”.
    STIHI: Demônio feminino na crença popular do sul albanês. Na forma de um Dragão ingnivomo ela guarda um tesouro.

    “ASSIRIOS”
    KINGU: Na poesia assíria tardia, o primeiro, de onze, filho do primeiro Dragão (os mesopotâmicos passaram a chamar sua mãe, o primeiro Dragão, de Tiamat). Kingu foi morto pelos deuses que vieram das estrelas. Seu corpo se transformou na lua.
    MÚTU: Na poesia assiria tardia, o Deus do mundo infernal e a personificação da morte. Pode ser reconhecido por sua cabeça que é o de um Dragão reptílico.

    “CHINA”
    GONG GONG: Diabo chinês que abiu as comportas da grande inundação, é adversário do Deus soberano. Representado por um Dragão Negro e servido pelo enecéfalo e uromorfo Xiang Yao, cujas excreções geram fontes e pântanos mal cheirosos.
    GOU MANG e RU SHOU: Os mensageiros do Deus-céu chinês, o primeiro anuncia boa sorte e vida longa, ao passo que o segundo é do desastre. Ambos têm como atributo o duplo Dragão. Gou Mang é associado à primavera e ao leste. Ru Shou liga-se ao outono e ao oeste.
    YU-QIANG: Na mitologia chinesa, o deus do mar e dos ventos oceânicos. Como Deus do mar, tem corpo de peixe e locomove-se sobre dois Dragões, como Deus dos ventos tem corpo de pássaro rosto de humano e asas de Dragão.

    “GRECO ROMANO”
    LANDON: Na mitologia grega um Dragão que guarda a árvore dos pomos de ouro no jardim das Hespírides.
    PYTHON: Dragão que guardava o oráculo de sua mãe, a Deusa terra Gaia, em Delfon. Acabou sendo morto por Apolo (um dos que teve sorte na historia)...

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  6. “HEBRAICOS”
    MARDUK: Sumeirio, Anar-Utuk, “bezerro do Deus sol”; hebraico Merodach. Originalmente a deidade tutelar da cidade da Babilônia, depois da ascensão ao trono do rei Hamurábi, foi promovido á função de Deus tutelar do império Babilônico. Sua predominância foi corroborada pelo poema didático Enuma. Ele que relata a história da vitória de Marduk sobre Tiamat (mas um dos sortudos da historia). Graças a sua equiparação com Asallubi, ele tornou-se o Deus do exorcismo, da arte, da cura e da sabedoria (por derrotar Tiamat, claro). Além disso,Marduk exibia as características de um Deus do julgamento e de um portador da luz (Deus do sol e primavera=vida e renascimento), era de fato considerado o “Senhor dos Deuses” (o menor titulo que se deve dar a quem consegue derrotar um Dragão). Sua esposa era Sarpanitu e seu filho era Nabu, o deus da escrita e literatura. Simbolicamente, Marduk, é representado pelo Dragão
    MUSUSSU: seus outros atributos são a picareta (murru) ou a foice. Seu corpo celeste é o planeta Júpiter.
    SATÃ: Hebraico Satan “O Adversário” forma grega Satanás. No Antigo Testamento, Satã, aparece como “O Promotor” diante da corte celestial (Zacarias 3,11; Jó 1,6;2,7s), mas também figura como o principal sedutor e tentador (I Paralipômenos 21,1); no pensamento cristão, ele é a incorporação do mal (Marcos 4,15). No livro apócrifo de Henoc, conta-se que Satã rebelou-se contra Demiurg (DEUS “Eu Sou”, O que É), e foi precipitado no abismo pelo Anjo Miguel. Satã é o demônio puro e simples, “O Príncipe deste Mundo”, e pode ser imaginado como um bode ou serpente, além de ser representado como um Dragão. Com pretensão de degredar a imagem de outras entidades, o cristianismo equiparou a Satã: A’arab Zaraq, Aaba, Abigor, Abraxas, Alastor, Allocer, Amduscias, Amon, Andras, Anubis, Asmodeus, Astaroth, Ayperos, Azazel, Azucrim, Baal, Baphomet, Belial, Beelzebud, Bittrettir, Buer, Caifaz, Caim, Cerberus, Chemosh, Cimeries (Kimaris), Coyote, Caramulhão, Censéu Jonhn, Dahaka, Demogorgon, Dioniso, Enma-O, Exu, Ferrabraz, Finanbuh, Fufur, Gamaliel, Gashekiah, Ghagiel, Ghoul [الغول (ghūl)], Golachab, Gorgo, Guayota, Haborym, Haboryn, Hardes, Hécate, Hipnos, Hiyler (Hitler), Hydra, Ifrit, Íncubo, Iblis, Iphtriz, Imp, Krikoin, Lahamu, Lamma, Leonardo (Mestre), Lúcifer, Legião (Mateus 8:28-34; Marcos 5:1-20; Lucas 8:26-39), Lilith, Lilin, Leviatã, Lucibell, Lucifer, Malebranche, Mammon, Mania, Mantus, Mara, Marduk, Mastema, Medusa, Melek Taus, Mefistófeles, Metzli, Mictecacihuatl, Mictlantecuhtli, Milcom, Mitra, Moloch, Mormo , Mefisto, Nahemah, Nergal, Narghó, Oni, Orcus, Pã, Pazuzu, Puca, Pomba-gira, Queres, Quimera, Ramanu, Ramman, Rasputin, Raum, Rimmon, Ronwe, Saarecai, Saitham, Samael, Satariel, Set, Súcubo, Stolas, Syn, Tânatos, Tamuz, Tengu, Thagirion, Thaumiel, Tyamat, Xaphan, Yama, Yen-lo, Yan-gant-y-tan, Zarakzer, entre outros...

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  7. “HUNGASROS”
    SARKANY: Demônio do clima dos antigos Húngros. Tinha sete ou nove cabeças,vivia no mundo infernal e armava-se com um sabre e a estrela da manhã. Montado em seu cavalo de batalha cavalga com as nuvens de tempestades, frequentemente acompanhado por um Mago. Tinha o poder de transformar as pessoas em pedras. No folclore hungaro, seu nome é aplicado a um Dragão.

    “INDIANOS”
    VAIROCANA: O “descendente do sol”. No Tantrismo, apare-se com três rostos e seis braços. Na China é conhecido como Pilu Fu e pode aparecer na função de um Senhor do Mundo. Certas seitas japonesas, como a Tendai e a Shingan, veem-no como o Buddha Universal, do qual todos os outros Buddha, Bodhisattvas e deuses são meras manifestações especificas. Como um dos cincos Dhyani-Buddhas (as cincos divisões do mundo), é-lhe atribuído o centro, sua estação é o inverno. É representado em cor branca e suas mãos colocam-se junto ao peito na chamada posição de sermão. Seu veiculo é um par de Dragões.
    VRITRA: Na crença indiana um demônio que aprisiona as águas (dai seu nome que significa “O que Envolve”). É o temeroso inimigo de deuses e de homens, que é finalmente morto pelo bastão de Indra (isso mesmo mais um sortudo). Vritra é um ser metamórfico só que é mais associado a um Dragão ou uma nuvem.

    “ISLÂMICO”
    TH`UBAN: Representado na literatura islâmica como um Dragão ingnivomo, conhecido pelos árabes com o nome de Tinnin. É provável que a figura tinha antecedente em uma deidade serpentina pré-islâmica.

    “JAPÃO”
    SUSANOWO: (Susanoo) Deus japonês dos ventos e Senhor do Oceano. Conta-se que ele surgio do nariz de Izanagi. Em sua função de Deus do trovão, ele é associado a Dragões...

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  8. “LITUANIA”
    KAUKAS: Um ser semelhante a um espírito na crença lituana, em geral visto como uma espécie de duende que traz boa sorte, embora também esteja ligado a noção de um Dragão guardando um tesouro. Tanto em finlandês quanto em estoniano Kauka,Kauki significa “espírito”, Dactlos (seres iluminados).
    PUKIS: Um Dragão na crença popular da Letônia. O nome pode ser de origem alemã. De modo geral Pukis não é malévolo e, na verdade, pode até ajudar a acumular riquezas. Na Lituânia Pukis aparece como um espírito-duende domestico, ou um Dragão (pseudo-dragão) que traz tesouros.

    “MESOPOTAMIA”
    TIAMAT: Acadiano “Mar”. Na antiga mitologia mesopotâmica o nome da Mãe Universal, a personificação da água salgada, esposa do deus da água doce Ápus. Tiamat é o Dragão Primordial do Caos Original, que é derrotado pelo Deus Marduk (sim aquele sortudo), de cujas duas metades este forma o céu e a terra, de seu sangue o oceano. Renasce no submundo na forma zoôformofica de um Dragão com cinco cabeças, gerando os primeiros Dragões malignos do mundo.

    “TALTICOS e MAIAS”
    KUKULCAM: Originalmente, um Deus dos taltecas, assimilado pelos maias. Tonto em nome (que significa “serpente emplumada”) quanto em função, ele corresponde ao Quetzalcoatl dos astecas. Os estudiosos referem-se a ele como Deus B. Pode figurar como Deus terra, da água ou do fogo, e seus símbolos são, correspondente; broto d’milho, peixe, fogo, lagarto, tocha. Ele também é um deus da ressurreição. Na arte maia tem cabeça draconica...
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    VLW MESTRE - Até a próxima!

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