quarta-feira, 23 de agosto de 2017

[Podcast] Pensando RPG #086 - Como surpreender jogadores experientes? Como lidar com jogadores faltosos? (E mais!)


Bom dia, RPGista!! Hoje temos mais um podcast bem especial de Perguntas & Respostas. Nesse, tivemos uma quantidade grande de perguntas, como não quis deixar muitas de fora, acabei aumentando o número delas no cast, já que umas tinham respostas rápidas. Acho que ficou muito bom. E a participação da galera, além de legal, ajuda muito! Agradeço sempre! Segue a sinopse:

Neste episódio, falo sobre a possibilidade ou não de se mirar em partes específicas do corpo no D&D, sobre o que fazer com jogadores que não querem ter a liderança do grupo e ainda mais. Respondo a perguntas a respeito de como lidar com jogadores faltosos, como surpreender jogadores experientes e mais!!

Duração: 48m22s
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9 comentários:

  1. Muito bom trabalho como sempre Leo.
    Obrigado pela resposta e tentarei aplicar o que estiver ao meu alcançe (provavelmente as adaptações).

    Mas eu tenho outra dúvida. Eu tenho uma certa dificuldade com os testes de esquiva/defesa/contra-ataque. Como você os trabalha? Tu utilizas algum método específico? Deve ser algo simples como um rolamento de Destreza contra uma Classe de Dificuldade ou um outro teste de Destreza? Se o teste de esquiva falhar, o que impede um teste de defesa?

    Gostaria de dicas ou, se possível, uma análise sobre essa questão da batalha.

    Bom dia, boa tarde e boa noite! Flw!

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  2. uma coisa pode ser interessante para ajudar em interpretação, tanto pro mestre quanto pro jogador é ler o tomo do alinhamento

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  3. quanto ao jogador de tormenta, tem o D&D q sao dos mesmos criadores de tormenta que tem algumas features do tormenta

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  4. sera q seria uma boa fazer o seguinte:
    falar c/ o grupo q a aventura n vai ter historia pronta e q de tempos em tempos jogarei um dado p determinar encontros aleatorios p ver o q rola e a partir dae eles c saem em relação a isso e com isso fazer uma historia

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  5. Ótimo cast, Leo! Venho aqui fazer mais um (na verdade três) comentários estupidamente extenso.

    Desejo comentar três coisas:

    Sobre a possibilidade de mirar partes específicas do corpo.
    Sim, esta possibilidade existe sim em D&D e, pasme você, nas regras básicas! Mas não do jeito que você está pensando. Dentre as habilidades de classe, se não me engano do Bárbaro e do Ranger, existe um que permite receber -5 no teste de acerto para poder acrescer +10 em sua jogada de dano. Ok, no caso do bárbaro seria o fato de ele estar dando um golpe carregado. Mais lento, porém mais com mais força aplicada, mas no caso do Ranger, como não explicar isso se não ele tentando acertar uma parte muito específica do corpo? Talvez ele se dando uns segundos mirando no peito do inimigo faça o adversários ter mais chances de ver o que ele está fazendo e acabar tendo mais chances de desviar (as se pega...).
    Eu, particularmente, deixaria tranquilamente o jogador trocar 5 desses 10 de danos por um efeito tipo derrubar a arma, diminuir o deslocamento, cegar um olho (tudo isso a depender do tamanho da criatura), sendo que já permito isso no 20 natural (mas pj deixa de dar dano duplo).
    Também vale ressaltar que faz muito sentido que seja necessária uma habilidade especial para poder fazer isso, pois para nós que estamos sentados a uma mesa comendo Doritos é fácil dizer que seu personagem vai parar para pensar em atacar o braço do adversário, mas para alguém que está apostando a vida num combate impiedoso não é bem assim. exige treinamento, não acha?

    Sobre surpreender jogadores experientes.
    Eu considero que cada mestre têm seu têmpero para acrescer a uma aventura, muitas vezes ligado à sua formação. Por exemplo, o Azecos é formado em Administração e e gestão de pessoas, logo ele sabe gerir os membros de seu grupo para que o roleplay flua com menos intrigas. Você é escritor, sabe muito bem descrever cenas e criar plots. Quero dar uma ideia citando minha última sessão.
    Os cinco aventureiros se encontravam em uma caverna. foram atraídos para lá pela grande emissão de energia maligna que aquele lugar ostentava, o que facilitaria ao mago usar um scroll de invocação para invocar um Nightmare, parte essencial da quest deles. Estavam em um obscuro corredor de rocha que parecia interminável. Eu estava narrando detalhes sobre o silêncio sufocante enquanto mandava algumas mensagens os jogares via Whatsapp.
    -Para o clérigo disse q o personagem dele tinha saberia o suficiente para perceber o estranho fato de o Paladino ter mentido para um monge (ele não mentiu, só se confundio e trocou as bolas na hora de se expressar) e não ter perdido seus poderes. Seria mesmo ele temeroso a Bahamut como alegava? (detalhe q eu havia conversado com esse player sobre essa ideia de plot meses trás hehe)
    -Para o mago falei q o personagem dele era inteligente o suficiente para imaginar que essa história de missão sagrada parecia muito uma cilada. "Se o Deus deles nos deu essa missão, por que não nos deste equipamentos sagrados para cumprí-la?".
    -Para o Ranger disse que ele começou a se questionar sobre as motivações do Guerreiro. Se ele é temeroso a outro Deus, o que diabos ele estava fazendo ali?
    A bagunça estava feita. Não demorou nem 2 minutos de narração até os personagens começassem a discutir entre si e a caverna se transformasse num verdadeiro "casos de Party". Em dado momento, o paladino se tocou do que estava acontecendo e, pouco antes de quase ser atacado pelo clérigo, ergueu sua espado e berrou "PER BAHAMUT" e numa explosão de luz completamente interpretativa fez voar os diabretes que estavam invisíveis sobre os ombros de cada um dos personagens. Sussurrando palavras de ódio de uns contra os outros. A sessão se encerrou antes da batalha que se sucederia e os jogadores adoraram o plot me dizendo que relamente não esperavam por essa.
    Um grande abraço e me desculpe mais uma vez por um comentário gigantesco. espero sempre colaborar para o podcast que espero semanalmente com muita ansiedade!

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  6. E também gostaria de perguntar (descobri no comentário anterior que existe um limite de caracteres por comentário rsrsrs):

    Eu criei minha campanha para ser uma saga épica, mas agora me vejo numa dúvida... duvidosa. Será que eu deixo mesmo a campanha ser longa e durar mais de ano? Tenho medo de o pessoal (ou eu) acabar se cansando dessa aventura. Já vejo no grupo vontade de jogar outras histórias e até por isso estamos preparando outras campanhas (com outros sistemas) em paralelo pra jogar quando nem todo mundo puder comparecer do roleplay nosso de cada dia. Mas será que eu deveria apressar o final dessa história? Facilitar eles de pegar o que precisam, narrar longas viagens mais por cima e, enfim, chegar à luta com o boss final?

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  7. Quando estou mestrando para jogadores experientes, normalmente é uma mesa mais baseada em terror cósmico.
    Nada melhor do que mostrar o quão pequenos e insignificantes os personagens dos jogadores são, e que eles são influenciado por essas forças a todo instante.
    Exemplo: Em minha mesa, ha um deus antigo da morte, ele esta adormecido abaixo da terra, em um local importante na história do mundo.
    Sua mera existência causa o envelhecimento das pessoas no mundo, seu sangue petrificado é usado como Aço para forjar armas e armaduras, porem são instáveis e caóticas causando mais morte.
    E o mais importante, todos acham que esse deus esta morto, pois creem que foi derrotado por algum outro deus a muito tempo. Pois as consequências de sua existência seriam catastróficas, porem poucos sabem que ele influencia pelas sombras, disfarçado de algo que seria tão natural, como a morte.

    E Leo, o que fazer com jogadores que não valorizam o trabalho de um mestre, e não querem mestrar ?

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  8. Muito bom esse episódio! Gostei bastante das suas respostas, bem ponderadas.

    Gostaria de saber sua opinião a respeito de uma pergunta: Combar é errado?

    É uma discussão antiga. Uns dizem que combar é a melhor forma de se criar personagens, porque o RPG trabalha com protagonismo: é esperado que os personagens sejam bastante competentes na sua especialização e que brilhem no momento em que ela for importante para a aventura.
    Outros dizem que combar tira o foco de outros elementos do RPG, como a superação de desafios, criação coletiva de histórias ou interpretação. Combar transformaria o RPG numa competição de quem faz os cálculos mais elaborados para ter o personagem que causa mais dano por segundo. É por isso que alguns RPGistas old school chamam o RPG Pathfinder (a tradução seria algo como “Buscadores de caminhos”) de Mathfinder (buscadores da matemática), porque esse é um RPG em que é possível fazer muitos combos na criação dos personagens.

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  9. Esqueci de comentar duas coisas:

    1 - Se o Balbi vai aparecer por aqui uma vez a cada duas semanas show de bola, level up pro Pensando RPG!!! Ele é um mestre excelente e com uma visão um pouquinho diferente da do Leonardo mas ainda assim com alguns pontos em comum: o a medida perfeita para uma boa conversa!

    2 - Em um antiquíssimo e extinto podcast o Marcelo do Vozes da Terceira Terra traduziu o termo "sandbox" como "mapas". Quem for entusiasta do RPG como eu talvez queira escutar:
    http://www.terceiraterra.com/vtt/mapas/

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