quarta-feira, 2 de agosto de 2017

[Podcast] Pensando RPG #077 - Como criar personagens malignos ou caídos (Clérigos, Paladinos, etc). E como diferenciar inteligência de sabedoria?


Bom dia, RPGista!! Segue mais um dos nossos podcast de Perguntas & Respostas. Confesso que eles vão se tornando cada vez melhores. E isso se deve à participação de vocês. Continuem contando suas histórias e enviando suas perguntas. Faz toda a diferença!! Enfim, segue a sinopse:

Neste episódio, leio algumas ideias e regras caseiras dos ouvintes do podcast e respondo a algumas questões interessantes. Como criar personagens malignos ou caídos? Como diferenciar inteligência de sabedoria?

Duração: 49m15s
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5 comentários:

  1. Nossa cara, escutei coisas bem legais onde ajudam a gente na criação de BG dos player e NPCs... dica legal

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  2. Olha eu aqui de novo hehe.
    Fiquei muito contente em ter agregado ao podcast com meu último comentário, mas vou tentar não me delongar muito nesse.

    Quero citar uma situação que aconteceu na minha última sessão que deve ajudar bastante a esclarecer essa diferença de inteligência e sabedoria.
    Em uma batalha contra Diabretes (Imps), o mago do grupo já havia tomado um bom dano de um imp que estava adjacente a ele, entretanto, disse ao mago que ele percebera que, se ele virasse para trás, conseguiria levar os 3 Imps que estavam mantendo o guerreiro e o Paladino ocupados castando mãos flamejantes. E assim ele fez. Contudo, no turno seguinte, o imp para o qual ele virou as costas zerou seus pontos de vida, fazendo-o cair inconciente.
    O que aconteceu foi o seguinte: a sugestão que dei ao mago era a mais matematicamente eficiente e que realmente adiantou o termino da luta, isto é, a mais inteligente. A escolha mais sábia, porem, seria tentar cuidar do imp que estava colado nele, pois o guerreiro e paladino poderiam sem grandes dificuldades cuidar dos diabretes mesmo que isso demorasse alguns turnos, mas isso eu não disse, pois o mago tinha muito mais inteligencia do que sabedoria. (Vale ressaltar que também foi muito mais maneiro ele incinerando os 3 de uma vez fazendo suas chamas contornarem o guerreiro e o Paladino por ser da escola da evocação. Rolou muitos aplausos e hi fives)

    Também gosto de definir uma ligação entre a falta de sabedoria e o alinhamento sendo:
    Pouca sabedoria + bom: inocência
    Pouca sabedoria + neutro: não sabe diferencia direito o certo do errado, só vai fazendo.
    Pouca sabedoria + maligno: nunca parou para se por no lugar daqueles a quem ele faz mal.

    Aliado a isso quero dar uma idéia de vilão (também aproveitando o papo sobre como fazer um personagem mal).
    Como você disse, a maldade por muitas vezes é a falta de bondade. Um cara que cresceu desde sempre isolado da sociedade seria um ótimo vilão, pois ninguém nunca ensinou a ele o que é certo ou errado. E quando ele acabar cruzando com uma sociedade, ele pode sair fazendo o que quer e matando qualquer um que tente o impedir ele com a mesma naturalidade que mataria qualquer animal desconhecido que chegasse perto muito rápido. Seria como um Tarzan malvadão ou um king kong da vida. Ótima maneira de ter um druida ou um Ranger poderosíssimo como um baita vilão controverso.

    É, parece que eu sou incapaz de fazer comentários pequenos hahaha. Continue com a crescente qualidade. Um grande abraço.

    Ps: aparece em algum evento geek aqui por São Paulo :D

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    Respostas
    1. Opa, depois leio com calma para dar o Feedback!

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  3. E aew Leonardo! Belesma?
    Gostaria de compartilhar uma experiência num RPG que joguei. Não é exatamente minha, mas o jogador que viveu me permitiu compartilhar.
    Seu personagem era uma espécie de clérigo, mas ele era um bárbaro, uma muralha.
    Era um homem com um passado desconhecido e vivia apenas para sua deusa, Sha'ki Ra, cuja palavra deveria ser espalhada. Suas crenças baseavam-se na de um pacifista, onde a luta só seria travada quando extremamente necessária, e não deveria haver mortes.
    No entando, o personagem de uma outra jogadora era de alinhamento sádico e maligno. Ela odiava a natureza e torturava por prazer, indo completamente de encontro com as convicções do bárbaro.
    Nestes discurssões ideológicas que a party foi passando, chegou um momento que a Feitiçeira sádica passou para o lado do vilão e, por não gostar do bárbaro, matou toda a Ordem de Sha'ki Ra a fim de sacrifica-los para os fins do vilão (ainda não sabemos qual é).

    Isso desmoronou o personagem, foi a gota no jarro que já estava transbordando.
    Acabamos encontrando a Feitiçeira de novo e claro que houve batalha, contudo o Bárbaro quiz enfrentá-la sozinho.
    Não foi uma batalha ideológica, ele lutava basicamente no modo "Berserker" durante luta, sem conversa. Estava totalmente "sangue nos olhos". Nos rolamentos e as ações ocorridas pareciam que tinham saído perfeitamente como se fosse uma história já pronta, já escrita.
    Apesar da desvantagem, acabou que o Bárbaro venceu e, nos momentos finais da luta, houve esse diálogo:
    "COMO SE SENTE LILITH??? COMO É SER DESCONSTRUÍDO??? DE VER VOSSOS SONHOS MORREM"
    "Não...não é possível...você não faz isso..." (prestes a morrer)
    "Agora....eu Faço..."
    Então ele ARRANCA a cabeça dela com uma mão, já que ele perdeu parte do braço com um golpe e tirou crítico.

    Foi alucinante! Mesmo a jogadora perdendo a personagem, ela ficou de boas porque tudo rolou tão dentro d eum contexto, que ficou extraordinário. Foi uma sacada legal do mestre de "conduzir" a trama para um fim desses, apesar de não ter planejado nada disso exatamente.

    Mal pelo comentário longo! Flw!!

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