terça-feira, 20 de dezembro de 2016

[Podcast] Pensando RPG #024 - Como construir o seu próprio mundo: a geografia


Olá, pessoal! Segue o primeiro podcast mais voltado para a criação de mundos. Muita gente veio me perguntando sobre isso nessa semana, então decidi fazer um relacionado a isso. Começando, bem... pelo começo, pela primeira coisa que considero que deva ser pensada! Segue a sinopse:

Neste episódio, falo sobre como iniciar a criação de seu próprio mundo de RPG, começando pelo que considero mais básico e essencial, aquilo que fará com que as culturas e sociedades de seu universo se criem organicamente. Ou seja, neste primeiro episódio sobre criação de mundos falaremos sobre a importância da geografia.

Duração: 21m55s
Baixar diretamente - Clique Aqui
Confira o podcast no Itunes - Assine Aqui
Podcast Addict? Procure "Pensando RPG"
RSS Feed do Podcast

BAIXE AGORA O APP DO SITE 

Falado no Podcast

Confira e Participe







powered by TinyLetter

14 comentários:

  1. Cara, eu tenho um amplo conhecimento sobre criação de mundo, eu gosto muito de escrever, e já criei muitos mundos, até mesmo no RPG eu sempre jogo com mundos criados por mim, e mesmo com todo o meu conhecimento, toda a carga que eu adquiri nesses longos anos de pesquisa e tudo mais, mesmo com tudo isso depois de ouvir esse podcast acabei percebendo que não sei muita coisa kkkkk Muito bom o podcast e acrescentou demais, é um conteúdo muito rico, uma ótima dica mesmo ^,^ Teu podcast é muito bom, sucesso ai pra vc, tu merece demais ;)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Valeu, cara. Vamos que vamos. A cada podcast, um pouco mais de XP! Pra mim e pra galera também =D

      Excluir
  2. Ae!

    Acho legal o seu método, deve ser um dos melhores mas de forma alguma é o único.

    Pelo menos pra mim, o método de Dungeon World em que o mapa vai sendo criado conforme a necessidade da campanha e conforme o que os jogadores escolhem e dizem funciona melhor.

    Gostaria de recomendar um vídeo com outra maneira de fazer mapas: na mão , com papel envelhecido para parecer pergaminho.

    Nem precisa desenhar muito bem não, mapas medievais não eram tão bem desenhados não, fica mais realista:

    https://www.youtube.com/watch?v=TM8vIBJYizU

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu sei, eu falei desse método também no cast. Falei que pode começar com uma cidade só, pensar nos pontos geográficos que tem em volta e depois ir acrescentando outras cidades e vilas com o tempo. Maior parte do tempo eu fiz assim, mais recentemente que quis criar já algo maior de cara, para que fosse possível ter mais de uma party de aventura no mesmo mundo. É até o que tá rolando agora. O RPG do Youtube tá sendo jogado lá e o meu presencial também. O Herdeiros das Lendas.

      Vou ver se boto o link no próximo cast.

      Excluir
  3. Ainda vou ouvir esse podcast, mas como estou no meio da criação de um cenário para eu mestrar em 2017, e sabendo da qualidade dos outros feito no site, já queria agradecer logo de cara. Nem ouvir o atual e já estou esperando os próximos sobre esse tema!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Legal, cara! Já vou começar a preparar aqui outros temas relativos à criação de mundo.

      Excluir
  4. Saudações!
    Eu sou um ouvinte relativamente novo e acho bastante interessante o podcast e o seu modo de narrar, tem me ajudado bastante.
    Sou mestre novato e nunca mestrei uma campanha apenas one shot no maximo duas ou tres seções seguidas.Tenho pensado em me aventurar por esse lado e tentar.Meu grande defeito como narrador é a narração que por falta muitas vezes de vocabulario e de pensar rapido na hora esqueço de adicionar nuances nas descriçoes o que me fez pensar em algum modo de melhorar isso.Essa constatação veio a calhar com o fato de na ultima one sot eu ter usado um escudo do0 mestre que em momento algum foi consultado(necessario.O que me fez pensar por que nao fazer eu um escudo narrativo que me ajudasse.Pensei em algo como um mapa mental ou um fluxograma do qual teria coisas como:
    frio->gelido;ossos doem;desconforto;fumaça pelo nariz
    ou mesmo assim
    medo=>asco;escuridão;incerteza;calafrio.
    descrever lugar>chao;teto;paredes;moveis;luz;portas;pessoas que se destacam;cheiro; tato ;
    isso me lembraria de descrever com mais cuidado as coisas e me daria alguns adjetivos prontos pras horas de eu engasgar e seria infinitamente mais util que um escudo de regras
    isso funcionaria?
    tem alguma ideia de como eu poderia fazer?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cara, achei MUITO legal essa sua ideia de fazer um escudo com o vocabulário. Vai certamente ajudar muito pra quem tem essa dificuldade. Achei muito show. Vou dar sua dica para o pessoal no próximo podcast. Vc vai ajudar muita gente com isso.

      Excluir
    2. Vou pensar sim em como otimizar essa sua ideia de escudo pra funcionar bem para a galera.

      Excluir
  5. Eu achei inovador, muito interessante.

    Me lembro que uma vez preparei um combate e deixei anotado a descrição de alguns ataques que eu gostaria que acontecessem no combate.

    Muito inovadora a ideia de escudo com vocabulário. Não sei até que ponto funcionaria bem, o ideal seria testar

    ResponderExcluir
  6. Aguardo ansiosamente sua ajuda nesse escudo narrativo que me lembre de dar caracterização e adjetivos a todos ambientes ja que e bem mais esperiente que eu.
    Não consegui colocar o nome no comentario mas é Marto Tulio Reis

    ResponderExcluir
  7. Sim, Marcelo, é inovador mesmo. Eu não sinto lá muito a necessidade, mas acho que vai ajudar muita gente. Vou pensar em algo pra fazer nesse sentido Marco, quem sabe um PDF mesmo pra galera imprimir com algumas boas palavras e botar atrás do escudo. Algo do tipo.

    ResponderExcluir
  8. Meu caro Leonardo, vou discordar polidamente com seu método como uma conversa cavalheiresco entre dois elfos bebendo chá numa taverna (porque se colocar anões vai virar briga e nunca vai terminar de se colocar a conversa).

    Primeiramente, o método é válido. Não vou discordar. Para iniciantes, ainda teria que fazer uma devida reflexão se é o melhor ou não.

    Sua colocação sobre o Brasil ser mais pacífico em função dos índios é errada. Havia várias tribos de índios na América e, de modo geral, elas eram tão guerreiras quanto os japoneses. Inclusive, a questão da invasão da China pelo Japão parece-me que é recente se comparada à história do país (mais preciso verificar).

    Além disso, por mais que fatores geográficos determinem diversos aspectos, não determinam todos. Numa expressão de geógrafo, clima é mais que geografia. E existem diversos exemplos de questões que se desenvolveram em várias partes do mundo independente da questão geográfica.

    Joseph Campbell e G.K. Chesterton tem abordagens neste sentido.

    O determinismo geográfico é uma das teorias que tenta explicar as sociedades, mas não é a única e já existe refutações válidas contra ela. O consenso que eu conheço é que a geografia impacta na proporção inversa à impacto do homem. Ou seja, se através da técnica o homem consegue impactar a natureza ao seu redor, menos ele será impactado pela natureza.

    Neste sentido, acredito que a técnica mais eficiente para começar a construir um mundo é determinar que tipo de mundo é: Fantasia, terror, moderno, extraplanar.

    Ao criar uma geografia, é importante trabalhar com sistemas mais que com simples mapas. Ex.: rios começam em locais elevados e seguem para locais mais baixos. Nascentes podem ser locais de elfos e fadas, corromper nascentes corrompe todo o rio e até o mar, etc.

    Sistemas climáticos também são relevantes de se estabelecer nas regiões (ou até no mundo todo). Um deserto ao lado de uma floresta tropical pode ser uma zona de conflito de biomas.

    Por fim, um aspecto relevante para mundos de fantasias é a questão da mitologia. E isto é uma parte bem complexa. Mitologias podem derivar de questões geográficas, mas podem impactar uma geografia no sentido contrário. Origins: Spirits of the Past tem uma relação com isso quando aparece uma civilização que odeia a natureza e outra que a cultua. Uma deliberadamente destrói a natureza onde está e a outra não cria muitas tecnologias e possui seus guardiões.

    Outro exemplo interessante é um mundo que criei para jogadores que não queriam adorar outros deuses (jogadores cristãos). Lá, clérigos e paladinos tinham seus poderes baseados em filosofias. Druídas e rangers tinham um vínculo com a natureza e a magia arcana era uma pesquisa científica, tanto que a nação com mais magas tinha tecnologia mais desenvolvida. Lembro que nesse mundo usei alguns locais onde a geografia/clima impactava na cultura, mas havia outros onde era exatamente o contrário.

    Abraço!

    Nota do tradutor: uso meu nome de personagem, como já fiz muitos, uso o meu favorito. XD

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu concordo com basicamente tudo falado. Esse é só um dos modos de se criar. Se deuses no seu mundo tiverem a capacidade de alterar o próprio mundo e realidade isso já alterado muito a questão geográfica.

      Quanto aos índios, a cultura de muitos era guerreira. Acabei usando talvez a palavra pacífico, não lembro mais, mas me referia que eles não precisavam ter a cultura imperialista do Japão, de conquistar outras terras por necessidade geográfica. Havia guerras entre tribos, mas por outras questões que não envolviam a questão imperialista.

      Excluir