domingo, 11 de setembro de 2016

Como criar batalhas épicas (e bons combates): ou, um encontro com o Beholder

Como eu havia prometido na minha postagem sobre Encontros Randômicos e O ogro quântico, posto hoje um aprofundamento sobre como criar boas batalhas, com um foco maior no D&D 5ª Edição (embora, naturalmente, várias da dicas e teorias se apliquem a todas as edições). Para fazer isso, quis compartilhar com vocês um encontro montado para uma aventura minha, em que os personagens já estão em um nível mais alto. Trata-se de uma batalha contra um Beholder. Imagino que, através das exemplificações, eu possa mostrar alguns conceitos legais para vocês considerarem na hora de montar os seus encontros e apontar alguns erros que normalmente a galera comete e que fazem as batalhas talvez ficarem fáceis demais ou desinteressantes. Quem quiser, pode utilizar o encontro ou, uma versão dele, em suas próprias aventuras.

O primeiro erro - Este é o erro principal, que vejo muita gente cometer e de onde vejo surgirem as maiores perguntas a respeito de como montar uma boa batalha, especialmente no D&D 5ª  Edição. O que muita gente ainda não compreendeu é como essa nova versão do DnD foi projetada. Cada classe possui um número muito grande de habilidades e ataques, justamente para que o jogo fique mais divertido e as batalhas acabem mais rápido. Logo, se você se descuidar, monstros que deveriam ser extremamente poderosos e mortais vão ser derrotados com muita facilidade. Isso porque o D&D 5ª Edição NÃO foi feito para que as lutas ocorram entre os players e apenas um monstro, apenas um chefe. A ideia é que seja algo mais dinâmico, com mais de um inimigo e problemas pela frente a serem resolvidos. Logo, é necessário colocar mais gente na batalha, até por isso a tornar mais interessante. Explicarei isso melhor mais adiante. Mas, tenham em mente, essa nova edição busca desafiar os jogadores com batalhas mais complexas, com mais gente envolvida e, também, através de um número maior de encontros a cada descanso, o que força os jogadores a racionarem as suas habilidades. Isso é extremamente importante. Se os jogadores não sentirem a necessidade de racionar suas habilidades, escolher bem o que usar e quando para não ficarem sem, eles vão utilizar tudo nos monstrengos sempre e as batalhas irão se tornar fáceis demais.

Belíssima ilustração criada por Rainer Petter, visite http://rainerpetter.com.br/

O segundo erro - Este já é um erro comum a todas as edições, mas que pesa ainda mais nessa nova, que é a de não se utilizar com precisão as habilidades do monstro e de não se montar um ambiente adequado para a batalha. Na maioria das vezes, entra-se numa batalha e começa-se a lutar, mas não necessariamente utiliza-se outros dificultadores, como se estar longe demais do monstro, ter algum arqueiro que possa aparecer, atirar e depois se esconder novamente.

Além disso, habilidades como visão no escuro e voar, que podem prejudicar muito a capacidade dos jogadores de usarem seus ataques da maneira mais eficaz, também são ignoradas, ou diminuídas por uma falta de planejamento. Como eu disse, isso pesa ainda mais na quinta edição, afinal se o monstro estiver mais paradão, podendo ser atacado todo o turno por todos os jogadores e sem qualquer obstáculo, ele irá ser derrotado MUITO rapidamente.


Encontro com o Beholder

Utilizarei um exemplo de encontro meu, então, para teorizar algumas coisas legais com vocês e indicar algumas coisas boas que podem ser feitas para se construir uma excelente batalha. Em primeiro lugar, vou falar da história que levou o grupo a essa batalha.

Bom, eles estavam em Shadowfell (plano das sombras) e tinham acabado de fugir de uma prisão dentro de uma montanha construída por um dragão vermelho (transformado em dragão das sombras) que dominava aquele plano e tinha quase o poder de um Deus - mas que por anos ficara preso em Shadowfell, sem ter como voltar para o plano normal. Os heróis precisavam invadir um santuário deste dragão para destruir um poderoso artefato que havia permitido a ele retornar ao plano dos jogadores e permanecer por lá, trazendo terror, morte e medo.

Dentro da prisão da qual fugiram, os heróis descobriram que o artefato era guardado por um Beholder de nome Kulor, o destruidor de Havoc (Havoc era o nome do dragão). Descobriram também que os servidores de Havoc estavam em guerra com um povo de gigantes e que naquele momento o santuário estaria desguarnecido, apenas com a presença de Kulor, um poderoso general.

Resumindo, eles resolveram atacar, entraram no santuário e, então, depararam-se com o encontro. Aqui, refiz no meu mapa de batalha o desenho da sala e coloquei o pessoal mais ou menos nas posições da vez que jogamos. Aliás, esse é um mapa de batalha velho meu e que muita gente pode construir, é uma dica legal. Basta pegar uma cartolina, imprimir folhas com o quadriculado que você vai usar, colar nessa cartolina e depois cobrir a cartolina com papel contact. Assim, você poderá desenhar com uma caneta pilot no mapa e depois passar um paninho com álcool para limpar. É excelente para desenhar batalhas no improviso e etc.


Vamos lá. Sei que ficou meio improvisado, mas quis recriar mais ou menos a batalha para que ficasse mais fácil de vocês visualizarem. Em prateado, de metal, são os jogadores, que tinham passarado pela porta do santuário.

Utilizando inimigos extras - Em azul, esperando pela entrada dos jogadores, estavam dois Meio-Dragões. Como falei anteriormente, isso já ajudou muito a tornar a batalha mais equilibrada. E, agora, explicarei como.

O posicionamento do Beholder - Em branco, deitado, coloquei uma outra miniatura para representar o Beholder, que é "large" e ocupa quatro quadrados. Vejam que ele está um pouco distante dos adversário, mas o mais importante: 1) ele está voando, o que já dificultará os jogadores e 2) ele já estava os esperando; logo, eles entram e seus itens mágicos, dentro da área de ação do olho do Beholder (que cria um campo anti-magia), param de funcionar, o que torna os Meio-Dragões bem mais perigosos. Eu, então, eu narrei:

"Vocês derrubam a porta e entram em um grandioso santuário, alto como uma catedral. Assim que se vêem ali dentro, percebem se tratar de uma sala fria, com chão de pedra cinzenta, quase negra. No fundo, há um altar bem sólido, de pedra negra, com algumas inscrições em ouro, emitindo um tênue brilho mágico. No geral, o ambiente transmite a vocês uma sensação de frio e de decadência, como quase todas as localidades de Shadowfell. À direita e à esquerda vocês vêem mais dois Meio-Dragões, crias de Havoc, e eles se preparam para atacar. Mais adiante, flutuando no ar, a trinta pés do chão, vêem uma criatura tenebrosa, com um grande olho e mais dez outros pequenos olhos saindo em tentáculos do corpo. Sob o olhar da criatura, vocês sentem imediatamente uma sensação estranha, como se tivessem sido despreendidos da realidade deste mundo. Vocês sentem que perderam a conexão com alguns de seus itens mágicos".

Enfim, a batalha começa, o grupo é de um Paladino, um Bárbaro, um Warlock (bruxo) e um Druida. E aí vem, então, uma combinação dos dois tópicos que falei acima:

A importância dos inimigos extras e do posicionamento do Beholder - Com a batalha iniciada, o paladino, que estava montado em um Pégasus - e carregava o bárbaro -, voou na direção do monstro e eles batalharam corpo-a-corpo. No entanto, após um tempo de combate, os Meio-Dragões, coordenados pelo Beholder, focaram seus ataques com bestas no Pégasus. Como o paladino ainda não possuia uma feat que protege sua montaria, o animal foi incapacitado. Como resultado, ele e o bárbaro passaram a ter extrema dificuldade em atingir o Beholder, dando muito menos dano do que o esperado por turno por terem que utilizar seus ataques à distância, que não eram os melhores.

Até por isso, o paladino acabou por ter que mudar seu jogo. E vejam como isso é interessante. Você, como mestre, desafia o jogador. O paladino, sem ter tanto como atacar, optou por utilizar sua aura de cura e a dar suporte ao warlock (bruxo) e ao druida, que conseguiam dar dano no Beholder, mas tinham boas chances de morrer. Isso é muito interessante, pois força o jogador a pensar e a tomar decisões difíceis e importantes, o que é sempre muito divertido.

Ao mesmo tempo, os outros jogadores precisavam dar um jeito de eliminar os Meio-Dragões e de evitar o olhar no Beholder (que impede o uso de magia) para poder dar dano neles. Após os servos serem eliminados, puderam focar mais no Beholder, claro. Mas aí o próprio bárbaro ainda sentia muita dificuldade. Por isso, foi checar mais informações no trono, depois tentou escalar a parede e atingir o inimigo. A batalha, por fim, terminou com o warlock utilizando "Dimension Door", uma magia que faz com que ele se teleporte e leve alguém consigo, para puxar o bárbaro e permitir que ele finalizasse o monstro.

Nesse momento, porém, a batalha já tinha durado vários turnos e o druida havia morrido (morrido mesmo, não só ficado com 0 de HP). Os jogadores realmente achavam que estavam mortos (e poderiam estar) até o warlock (que já tinha ido a 0 de HP e sido trazido de volta pelo paladino) ter a sacada de usar o "Dimension Door" em combinação com o bárbaro. Foi uma ação louca e salvadora, que forçou os jogadores a pensar. E isso, naturalmente, tornou toda a batalha muito mais satisfatória e divertida. Claro que, após ela, os jogadores ainda tiveram que ir buscar uma maneira de ressuscitar o druida (aliás, farei uma postagem sobre morte de jogadores e tal, já que um dos leitores pediu).

Logo, como fica claro, é necessário sempre se pensar em como utilizar bem até as habilidades mais simples do seu monstro, além do ambiente, para que não seja SEMPRE possível se utilizar todas as melhores habilidades em todos os turnos. É necessário fazer seus jogadores terem de improvisar, tomar decisões difíceis (ataco? curo?). Somado a isso, principalmente na 5ª  Edição, a adição de outros inimigos é muito importante. Afinal, nesta batalha mesmo, caso o paladino e o bárbaro pudessem ter ficado colados sempre no Beholder, o grupo o teria derrotado com extrema facilidade e velocidade, já que nessa nova edição as classes são capazes de dar muito mais dano por turno. O sucesso dos oponentes em incapacitar o Pégasus foi, por isso, essencial para o equilíbrio e para a dificuldade do combate.

Enfim, espero que a apresentação desse meu encontro possa ter trazido boas ideias e aprendizados para vocês (e podem usá-lo). Estou sempre aí para trocar ideias. E, caso curtam o conteúdo do blg, aconselho que assinem por e-mail (a newsletter) mais abaixo. Por lá, enviarei mais conteúdo legal, além de algumas promoções (e avisarei das novas postagens). É mais fácil acompanhar. Fora isso, gostaria de escutar as ideias e dúvidas de vocês. Sempre ajuda a produzir mais conteúdo!

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33 comentários:

  1. Bom, acho que foi uma postagem com bastante conteúdo! Gostaram? Vocês costumam fazer bons encontros? Se tiverem ideias pra dividir ou quiserem outras postagens desse mesmo tipo, é só falar!

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    1. Muito interessante! Mas como seria se todos os personagens fossem combatentes? Uma vez aconteceu algo semelhante em uma sessão minha. O meu grupo era formado apenas por combatentes e lutavam contra um bando de harpias. Quando todos os meios de ataques a distância acabaram ainda restava uma oponente (que por sinal utilizava magia)... O jeito que encontrei foi fazer um ataque de investida em conjunto com o bárbaro do grupo... eu investi contra ela no momento que o bárbaro estava próximo de sua posição, aí ele fez uma jogada de ataque onde o resultado foi somado ao meu teste de salto para definir a altura que eu chegaria... Por sorte, tive um acerto decisivo no ataque e consegui derrubar a maldita!
      Imagine a cena: o guerreiro corre em direção ao bárbaro que executa um ataque com a parte plana do seu Machado consegue impulsionar seu aliado, fazendo com que ele consiga alcançar a harpia e ainda desferir um ataque fulminante! Foi lendário!

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  2. Achei muito boa a postagem, e muito interessante a forma como fez a batalha. Eu já presenciei algumas situações parecidas jogando com a turma que sempre jogo e posso garantir que é bem melhor uma situação bem construída do que apenas uma luta ao acaso. Muito bom o blog, continue com o ótimo trabalho.

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    1. Sim, a luta no acaso também é boa, mas essas Boss Battle e tal se forem bem pensadas são demais. Muita diversão!

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  3. Excelente postagem. Estou começando a ler D&D 5e e essas dicas vão ser extremamente valiosas. Esperando sobre a morte dos jogadores, porque é um assunto bem delicado e as vezes ainda fico com o pé atras em eliminar um jogador exclusivamente por sorte/azar do jogador/monstro. Por burrada não vejo problema e não costuma causar nenhum aborrecimento na mesa, mas quando o jogador não fez nada de errado(apenas teve azar em uma jogada importante, por exemplo) eu sempre fico com o pé atras.

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  4. Legal. Vou acelerar com esse artigo da morte então. E fico feliz em saber que o artigo ajudou! O feedback dos leitores é sempre bom, pq é de onde tiro minhas ideias de postagem mesmo.

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  5. Eu no penultimo game tive um encontro com um beholder, clássico, em um pantano. Meu grupo é composto de personagens de nível 8 sendo eles (Druida (com um lobo), Barbaro, Ladino, e eu, o Mago. Eu fui aquele comentarista do FB que disse que fui petrificado logo de cara, quando o monstro emergiu do meio do pantanal já lançando o raio petrificador como surpresa. Eu só consegui reverter o efeito do fuckin raio por conta de um fator da campanha em especifica (um grimório sobre uma profecia de um grande mago de outrora) que me permitiu extrair poder necessário para quebrar o encantamento da besta. No mais o cenário era um lamaçal que fazia com que os jogadores tivessem movimentação debilitada e bem, o beholder voava. O barbaro passou dificuldades assim como a que você narrou, mas mandou muito bem resistindo em dois dados contra aquele raio similar ao dedo da morte.. lembrando que jogo o 3.5. Adorei a dica de como fazer o mapa, vou elaborar de um jeito similar. Continue com os posts o blog tem sido muito útil !

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    1. Legal que curtiu. Pois é, passa o contact, usa pilot e limpa com alcool depois. Em algum momento pode começar a ficar muito com as marcas de desenhos anteriores, mas fica bem apagado, nem atrapalha. Se atrapalhar, aí basta fazer outra cartolina, né. Baratinho!

      Beholders são do capeta. Mas legal que seu mestre fez esse outro lance da profecia e tal. Senão seria um encontro mortal demais para o level 8 (a não ser que a Party fosse grande)

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  6. top a postagem. Eu to fazendo uma campanha de D&D,mas é da edição 3,5 ,mas to achando q vou misturar com o 5.0,por ser mais facil aos jogadores.

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    1. Legal que curtiu. Meu medo é sempre com postagens muito grandes que ninguém leia. Mas essa tive que fazer assim pra por um conteúdo top mesmo. Conversa com os jogadores, cara, de repente fazendo umas alterações já pode jogar na 5.0 direto, tem o material online aí liberado e, pra mim, a diferença de diversão é brutal. As classes são mais equilibradas, jogo mais solto, combates mais rápidos e divertidos (muita habilidade pra usar).

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  7. Muito boa. Confesso que os combates contra monstros estavam realmente muito fáceis, devido a minha preguiça de preparar melhor o combate. Vou seguir as dicas aqui e corrigir isso.

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    1. Isso ae! Às vezes nem precisa preparar tanto, mas ter essa noção do ambiente e tal. Nas primeiras sessões que mestro da 5e tive esse problema também, tava muito fácil, e era por isso, o combate tava meio parado. Depois fui aprimorando usar a movimentação, paredes, distância, etc

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  8. Muito boa postagem. Estou em um grupo de novatos, e fazendo aventuras rápidas de vários sistemas pra apresentar jogos diferentes para o pessoal, e gostei muito das dicas de combate. E essa ideia do mapa é sensacional, nunca tinha pensado nisso.

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    1. Valeu, cara! Bom que foi útil. E, pois é, eu pensei nisso só agora, nessa última campanha. Vinha usando uns mapas digitais, botando o PC touch na mesa ali. Só que isso limitava ter batalhas maiores e tal, por falta de espaço. E aí tive essa ideia da cartolina, papel contact e pilot. Funciona super bem e você tem total liberdade pra construir as batalhas e tal.

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  9. Curti demais o artigo.
    Eu acho que o combate é uma das almas do RPG e ele não se resumir apenas a rolagem de dados é muito bom.
    Já tive experiência com Beholder em jogo. Sempre proporcionam momentos épicos em combate.
    Parabéns pelo texto.

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    1. Fucking Beholders, man! Haha. Pois é.

      Fico feliz que tenha curtido o artigo, cara. Tenho me esforçado sempre pra trazer artigos bem bons e bem completos pra galera.

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  10. Sempre penso nas estratégias dos monstros,trabalho em equipe dos vilões também é essencial. Uma vez fiz um clerico maligno junto com um lobisomem e 2 worgs. O clerico usou uma magia de escuridão e ninguem conseguia mais ver nada.Mas o lobisomem e os worgs tinham faro.Alem do clerico usar uma magia para ver na escuridão e ficar curando eles.

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    1. Mandou bem. É isso aí, obriga os caras a buscarem soluções inteligentes, força a variar as magias memorizadas também e tudo mais.

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  11. Oi Leonardo, eu queria começar a jogar RPG com uns amigos meus. Mas nossa vaquinha pra comprar um tabuleiro daora é insuficiente. Tem alguma coisa que tu recomenda em questão de quem quer começar a jogar?

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    1. Opa. Na postagem eu falo de um modo baratinho de fazer um battle grid, com cartolina e papel contact. Aí desenha com pilot. Funciona bem.

      Quanto às regras. Essa semana agora devo fazer uns tutoriais pra quem quer começar a jogar a quinta edição.

      E a dona do D&D disponibiliza as regras e quase tudo pra você jogar de graça. So procurar na net que acha de boa.

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  12. Gostaria de perguntar se você poderia me passar a ficha do beholder, pois queria usa-lo em uma aventura e nos bestiários de Tormenta eu não o achei. Desde já, grato <3

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    1. Cara, o Beholder tem seus direitos protegidos, então é propriedade intelectual da Wizards (dona do DnD). Devem ter adaptado ele pra Tormenta com outro nome. Verei isso dps, se achar volto e boto aqui.

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    2. Muito obrigado, e gostaria de dizer que seu blog/podcast tem me ajudado muito nas minhas primeiras experiências como mestre. Todas dicas que tem dado aqui tenho usado e todos estão gostando. <3

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    3. Beleza, em breve irei entrevistar o pessoal que criou tormenta hehehe, aí pergunto do beholder =P

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  13. Respostas
    1. Bom, no meu grupo, talvez seja pq vivem falando pra ele: "druida não precisa de AC" kkkkk

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  14. Gostaria de tirar uma dúvida, se a habilidade do olhar do beholdet estava "ativafa" como as magias funcionaram?... Gosto muito de ler as narrativas e me inspirar pros meus próprios jogos. Agradeço desde já

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    1. No D&D 5.0 o Beholder fixa o olhar dele no começo do turno dele, a direção. Aí, a área afetada pelo campo anti-magia é delimitada em um cone de 100 pé de cumprimento. Logo, no turno deles os personagens podem se movimentar pra sair do olhar. Eles se ferraram bem no começo, mas depois foram descobrindo como funcionava. Foi bom que os jogadores não sabiam como funcionava na 5.0 e aí não rolou meta-game. Em edições anteriores, o Beholder se virava automaticamente, se não me engano. Mas na 5.0 não. Então depois de aprenderem, os personagens podem se movimentar e atacar adequadamente.

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  15. Gostaria de tirar uma dúvida, se a habilidade do olhar do beholdet estava "ativafa" como as magias funcionaram?... Gosto muito de ler as narrativas e me inspirar pros meus próprios jogos. Agradeço desde já

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    1. No D&D 5.0 o Beholder fixa o olhar dele no começo do turno dele, a direção. Aí, a área afetada pelo campo anti-magia é delimitada em um cone de 100 pé de cumprimento. Logo, no turno deles os personagens podem se movimentar pra sair do olhar. Eles se ferraram bem no começo, mas depois foram descobrindo como funcionava. Foi bom que os jogadores não sabiam como funcionava na 5.0 e aí não rolou meta-game. Em edições anteriores, o Beholder se virava automaticamente, se não me engano. Mas na 5.0 não. Então depois de aprenderem, os personagens podem se movimentar e atacar adequadamente.

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  16. Dicas muito boas. Nas mesas que eu participo normalmente as batalhas contra criaturas que deveriam ser extremamente difíceis acabam bem rápidas, além de parecer que as hablidades não tem fim.

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  17. Excelente trabalho. Com certeza usarei as dicas

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  18. 1. Nunca diga quanto o inimigo tem de vida. Isso é broxante e deixa o combate inflexível.
    2. Jamais subestime seu grupo. Se eles não sentirem que o risco de morte é iminente, a batalha não terá emoção. Faça-os temer por suas vidas; faça-os pensar em uma saída.
    3. Coloque outros inimigos para atrapalhar. Geralmente, uma luta PJs vs. Chefe acaba muito fácil se não houver algum outro desafio durante o combate.
    4. Inimigos também fogem. Utilize isso caso favoreça o gameplay.
    5. Se você ver que errou na dose e todo grupo pode acabar morrendo, use um pouco de Deus Ex-Machina e dê a eles uma saída. Não, não é divertido quando todo mundo acaba tendo que fazer outra ficha.
    6. Faça o bárbaro não se sentir tão forte. Faça o paladino não se sentir tão corajoso. Faça o mago não se sentir tão inteligente. Dê a eles um desafio real e inesquecível.

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